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Alguém aí está fazendo o Project Life? Eu consegui terminar meu registro do ano de 2012, usando o álbum Smash como base. Já falei antes sobre como estava fazendo o meu próprio Project Life com os recursos que tinha à mão nestes dois posts:   Páginas x Registros de Histórias e Colecionando Memórias

Não registrei tanto quanto eu gostaria, mas registrei o que foi possível, e nesse “o que foi possível” incluo não só os impedimentos normais pelas obrigações do dia-a-dia e a falta de tempo, mas também pela preguicinha  e os dias em que simplesmente não tinha vontade de escrever nem tirar foto de nada, mesmo com tempo sobrando. Passei períodos longos sem acrescentar nada ao álbum, sem escrever uma linha sequer, mas não desisti, não me deixei levar pelo sentimento de “melhor largar de vez” por ter ficado muito tempo sem escrever. Ainda bem! Quando voltei a registrar, coloquei aquilo que lembrava, o que marcou, as (poucas) fotos que tinha e pronto, tá valendo. Foi desse jeito que consegui completar o ano. É muito bom olhar agora para ele assim, gordinho, cheinho de histórias, de lembranças, de fotos. Já comecei um novo álbum em 2013.

Sei que nem sempre temos tempo para escrever, ou mesmo para dosar o quanto vamos registrar e o quanto vamos vivenciar dos acontecimentos (quem nunca se pegou dividido entre olhar pela lente da câmera e gravar um momento especial ou simplesmente assisti-lo sem preocupação com o melhor ângulo?), mas eu acho que vale a pena, por mínimo que seja, e vou dizer por quê.

Em primeiro lugar, a atividade em si de fazer os registros é uma delícia. Pelo menos quem lê este blog, imagino que, como eu, fosse apaixonada por cadernos, diários, agendas, canetas coloridas, papeizinhos, enfeites, etc. quando menina. Poder agora, depois de adulta, fazer uma atividade que ao mesmo tempo em que distrai e relaxa, remete à nossa infância e conta a nossa história, dá uma satisfação enorme e proporciona horas de diversão. As ferramentas e variedade de materiais que existem hoje em dia  são de enlouquecer e, mesmo com poucos recursos e materiais, com criatividade podemos fazer muita coisa.

Em segundo lugar, embora fazer diários possa soar bobo e até infantil, registrar nossas histórias vai muito além de contar o que comeu, o nome da melhor amiga ou o que fez na escola, como fazíamos nos diários de criança. Envolve família, amigos, acontecimentos, celebrações, alegrias, angústias. É a possibilidade não só de guardar memórias que gostaríamos de relembrar daqui a anos, mas também de contar histórias para nossos filhos, netos, bisnetos, etc.

Quando escrevemos nossa história, falamos dos nossos filhos, por exemplo, mas também falamos COM eles, através dos nossos relatos, da nossa percepção sobre eles, dos nossos valores. Até mesmo as histórias sobre eles que escolhemos guardar têm um significado e conta alguma coisa sobre nós. O que nessa história foi tão especial aos nossos olhos para que desejássemos guardá-la para ser lembrada depois?

Quando escrevo, penso que possivelmente um dia meus filhos lerão aquilo e saberão mais de mim e do meu amor por eles, saberão de como vivíamos, do que fazíamos, de lugares aonde íamos, mesmo que eu já não esteja com eles. E quem não gosta de sentar e ouvir histórias da sua família, da sua infância, das pessoas que conviviam com você? É isso que um livro de registro de histórias faz, conta histórias da família para várias gerações.

Por último, dependendo do que registramos e da forma como registramos, escrever nossa história pode ser uma ótima forma de nos entendermos melhor e até de superarmos angústias e inseguranças. Eu mesma me dei conta, por exemplo, do quanto é inútil sofrer por antecedência relendo sobre receios que eu tinha de coisas que nunca vieram a acontecer. Se eu soubesse…

Por tudo isso, acho o registro de histórias uma atividade incrível, um hobby delicioso e que beneficia não só a gente mesma, mas nossa família e pessoas próximas.

Este texto é um pouco longo (ok, muito longo) e é uma continuação daquele artigo feito para o SBB que postei aqui outro dia, onde falei sobre a minha relação com as páginas tradicionais de scrapbook e uma forma mais informal de guardar memórias. Ele é direcionado àqueles que amam registrar suas histórias, ou que gostariam de começar a registrá-las, para que não esperem mais nada e comecem agora mesmo :D.

Como eu falei no primeiro artigo (Páginas x Registro de Histórias), compreender que eu precisava de um álbum semi-pronto para conseguir registrar as histórias que eu queria podendo focar somente no registro, sem me preocupar com a confecção de um álbum, foi o primeiro passo para finalmente unir histórias e fotos de uma forma que me agradasse. Agora o desafio é manter os registros, buscar o equilíbrio entre colocar no papel aquilo que gostaria de me lembrar e ao mesmo tempo não transformar isso numa obrigação, o que acabaria por matar a diversão (e os registros terminariam abandonados).

Sempre tive muita vontade de fazer o Project Life, no estilo do que a Ali Edwards faz (para conhecer, clique aqui). É uma maneira simples e gostosa de manter um registro de pequenos acontecimentos do dia-a-dia, bem do tipo que eu gosto de fazer. Acompanhando as postagens dela, que são super inspiradoras e cheias de incentivo, decidi tentar esse ano seguir o modelo para guardar minhas memórias e da minha família, adaptando ao meu ritmo e aos meus materiais. E tem dado certo!

ADAPTANDO

Acho os materiais do Project Life (clique aqui se quiser conhecê-los) maravilhosos, mas são caros e pelo que pesquisei, não é muito fácil conseguir o envio para o Brasil. Por isso me servem como inspiração, mas uso outros materiais. Mantive o Smash como base, já que ainda tinha dois sem uso, mas existem outras opções e não pretendo me prender somente ao Smash depois que completar esses dois. Tenho também um Brag Book (da Fancy Pants) pronto para uso, que é mais ou menos a mesma proposta do Smash, com algumas diferenças no modelo (ele tem, por exemplo, algumas páginas plásticas para fotos e outras com bolsos, intercaladas com páginas simples). Ou seja, por um bom tempo, ter onde guardar as memórias não será uma desculpa para não manter meus registros :D.

 

 

A Ali estrutura o Project Life dela dividindo por semana. Acho que seria o ideal, mas eu resolvi fazer com um formato mensal, que para mim, no momento, é suficiente e mais razoável de manter. Tenho feito de uma maneira bem simples, coloco uma aba com o mês, grampeada na própria página do álbum, e ali vou incluindo os registros. Sempre que acontece alguma coisa que tenho vontade de guardar, de contar, escrevo em uma pequena ficha, o mais rápido possível para não esquecer. Fotos relacionadas às histórias são inseridas depois, quando eu organizo e colo tudo nos lugares. Para fazer as fichas, corto um quadrado de papel com um furador e arredondo os cantos.  Normalmente escolho papéis neutros (gosto muito dos que têm pauta).

Ali escrevo, de forma resumida, o que aconteceu, colocando a data. Vou prendendo essas fichas na página do álbum relativa ao mês em questão com um clipe e pronto. Nesse momento não preciso me preocupar com o visual da página, cores, layout, etc. Isso tudo fica para depois. O objetivo nessa hora é só guardar a memória, para não esquecer, e já no papel definitivo. Se eu fosse escrever em um rascunho para depois passar a limpo, seria mais um fator desmotivante, já que me exigiria mais tempo e trabalho. Manter o mais simples possível é o que tem me possibilitado seguir adiante com os registros, sem cansar.

APROFUNDANDO HISTÓRIAS

Escrever em pequenas fichas é um método que funciona pra mim, pelo menos nesse momento, em que preciso registrar de forma prática e rápida. As fichas são o que eu mais gostei dentre os materiais do Project Life, por isso resolvi seguir o modelo. Ter uma limitação de espaço para escrever pode ser de grande ajuda ao invés de atrapalhar, pois nos concentramos no que é essencial contar. É prático e dá menos preguiça de escrever, sabendo que teremos que ser breves de qualquer forma :D. Mas isso não significa que eu vou deixar de contar uma história mais longa, ou com mais detalhes, pela falta de espaço. Quando isso acontece, eu costumo digitar e imprimir em fichas maiores, depois guardo essas fichas em um bolsinho dentro do álbum.

IMPRIMINDO FOTOS EM CASA

Mesmo que eu tenha fotos do acontecimento que acabei de descrever, não me preocupo de imprimi-las na mesma hora em que faço o registro. Fotos ficam guardadas no nosso computador com data registrada. Se colocamos a data no texto, não tem como nos perdermos na hora de incluir as fotos relacionadas a ele. O importante é ter feito o registro da história, que nem sempre lembramos depois. Em um outro momento, quando tenho um tempinho livre e disposição, seleciono as  fotos relacionadas aos acontecimentos que registrei e imprimo. Às vezes também incluo uma ou outra foto que eu gostei muito, mesmo que não tenha escrito nada sobre ela, seja porque ela mesma já conta uma história ou simplesmente porque gostei da foto.

Imprimir as fotos em casa também ajudou bastante na agilidade e frequência dos registros. Eu gosto de escolher na hora quais fotos e de que tamanhos vou querer usar, e de tê-las em mãos no momento em que me dá vontade de organizar as páginas, sem depender de mandar imprimir em algum lugar. Sei que mesmo configurando a impressora para imprimir com qualidade máxima o resultado não é o mesmo que mandar imprimir em um local especializado (pelo menos não na minha impressora basiquinha). Mas eu gosto assim mesmo e tenho sempre em mente que isso é um diário, não um álbum de fotos da família.

O diário tem como característica registrar o dia-a-dia, não é para ser super planejado e detalhadamente calculado, não é? É para ser espontâneo e as fotos ali são complementos, ilustrações para as histórias. Não vou dizer que eu mantenho álbuns de fotos convencionais porque a verdade é que eu tenho uma preguiça gigantesca de selecionar fotos para mandar imprimir (a última vez que fiz isso tem uns 3 anos e ainda nem coloquei no álbum!). Mas teoricamente é assim, o diário não substitui um álbum de foto, é outra proposta, e pretendo continuar fazendo álbuns convencionais.

Essa informalidade do diário é legal, dá liberdade para colocar no álbum por exemplo, aquela foto meio escura ou fora de foco, mas que foi a única que consegui tirar no momento do acontecimento. Se ela  me diz alguma coisa, se me traz recordações de um determinado momento, beleza, incluo sem problemas. Afinal a vida acontece de forma espontânea e não a vivenciamos com foco, luz e enquadramento perfeito, certo? 😀 Por que então não guardar nossos momentos independente de ter uma foto perfeita para mostrar?

ESCREVENDO À MÃO

Eu não gosto nadinha de escrever à mão nos meus trabalhos, embora ache lindo outros trabalhos com escrita à mão. Nem é que eu desgoste da minha letra, mas para escrever nos trabalhos e principalmente quando escrevo muito, acho cansativo e acaba saindo uma letra feia, rasura, alguma coisa torta. Isso me incomoda. Acho a escrita à mão charmosa e dá um toque original, mas nos meus trabalhos, não tem jeito, eu sempre implico. Por isso foi difícil ceder  e aceitar escrever as notinhas à mão no meu álbum-diário, mas… não tinha outra saída. Parar para escrever no computador e imprimir, pode parecer exagero, mas é um enorme obstáculo quando temos pouco tempo e precisamos ser práticos para não perder o momento e deixar de registrar algo legal. Resolvi assumir a escrita à mão e mandar ver, sem neura. Em termos de estética, continuo preferindo imprimir, mas a satisfação de ver memórias guardadas, e o mais legal, de forma leve e prazerosa, faz com que isso não tenha tanta importância.

MÊS A  MÊS

A cada mês que se inicia, durante alguns dias vou colecionando histórias, fotos, bilhetinhos, desenhos dos meus filhos, um pensamento, algum texto ou email especial, um ticket de algum lugar, ou qualquer outro tipo de recordação que tenha significado para mim. É lógico que não registro tudo, na verdade muitos dias não tem registro nenhum. Eu registro aquilo que me desperta alguma coisa, que eu gostaria de lembrar depois, algo que acho engraçado ou que foge da rotina. É meio instintivo, não tem regra e nem obrigação. Se pensar em registrar algo mas não estiver a fim no momento, tudo bem. Se eu lembrar da história mais tarde, escrevo. Se não, deixo passar, sem stress. Depois, espero o dia em que tenha um tempinho livre e tranquilo para imprimir as fotos e organizar as histórias e finalmente colo tudo definitivamente no álbum. Não planejo de quanto em quanto tempo fazer isso, mas percebi que tenho feito umas duas vezes por mês e tem funcionado bem assim.

A quantidade de páginas do álbum que uso em um mês varia muito de acordo com os acontecimentos de cada mês e com a minha disposição de registrá-los. Mas isso não faz diferença pois não preciso determinar de antemão quantas páginas usar. Vou completando as páginas na sequência e insiro um novo mês só quando termino de fazer o anterior. Se encher seis páginas em um mês ou uma só, está ótimo. Na verdade essa parte final de colar os itens é a mais fácil, pois já está tudo ali à mão e não me preocupo em fazer páginas elaboradas e super criativas (sinceramente, se eu simplesmente deixasse tudo ali preso com clipes pelas páginas também acharia lindo e até bem charmoso, só não deixo porque tenho medo que alguma coisa caia e se perca).

SIMPLICIDADE É O SEGREDO

Na hora de organizar as páginas procuro combinar alguns papéis, acrescentar uns poucos enfeites (às vezes nenhum mesmo) e pronto. Nem sempre o resultado é maravilhoso, esteticamente falando, mas as memórias estão ali, até nas letras tortinhas e nas fotos não tão legais. São as histórias da minha vida e da minha família , e é isso que torna esses diários tão especiais. Se pararmos para pensar, não gostaríamos de ter registros assim dos nossos pais, avós, bisavós, etc. para ler agora? Não seria incrível conhecer suas letras manuscritas, ver as imperfeições no papel, as fotos mesmo que não muito nítidas, suas visões da vida, sua descrição dos acontecimentos? Quem se importaria com perfeição estética? Seria um tesouro!

Não ter regras rígidas com a gente mesmo e conseguir encontrar o ritmo e a forma que faça do ato de registrar memórias um prazer e não uma obrigação, fazem com que esse se torne um hábito que naturalmente não abandonamos.  Já estamos em abril e até o momento tenho conseguido manter o ritmo no registro das minhas histórias mês a mês, o que pra mim é uma grande conquista (principalmente por ter vontade e intenção de continuar), pois eu sou mestra em abandonar projetos a longo prazo.

Ah, só uma observação: estamos falando de simplicidade e praticidade no modo de registro, mas a preocupação em usar materiais livres de ácido é importante, pelo menos para quem quer manter suas memórias por muito tempo sem serem danificadas ;).

Mais uma vez, espero que essa experiência sirva de incentivo para quem gosta de contar histórias. Mesmo quem ainda não registrou nada esse ano, ou começou e parou, mas quer continuar, continue, da sua maneira, no seu ritmo. São as suas memórias, elas são valiosas, não importa de que forma ou com que frequência elas sejam contadas. Isso em si já faz valer a pena!

Beijos e uma ótima semana,

Já pensou se pudéssemos imprimir o que guardamos na nossa memória? Acho que eu selecionaria tantas lembranças que cobriria todas as paredes da minha casa.

Me apaixonei pelos papéis dessa coleção chamada “Generations”, estava guardando-os para usar em algum projeto que tivesse a ver com a história da família. Quando essas fotos saíram de um porta-retrato e precisaram de um novo lugar, sabia que combinariam perfeitamente. O quadro foi feito com uma folha de foamboard e contém memórias muito especiais. Para minha família ♥

Boa sexta para todos! 😀

* Artigo escrito para o Scrapbookbrasil, publicado em 14/11/2011

ANOTANDO A VIDA

Outro dia, tentando fazer um LO digital para um desafio, comecei a pensar na minha relação com as páginas de scrap. Desde que eu entrei no scrap, as tradicionais páginas, os layouts, nunca me atraíram muito. Eu vim bater aqui pelos cartões e outras possibilidades, mas confesso, não achava graça em fazer página. Não que eu não achasse bonito, nem que não gostasse de fotos e registro de histórias, muito pelo contrário. Quando tinha 16 anos, minha mãe, que sempre gostou de escrever, me deu de presente um enorme “caderno de anotar a vida” (a ideia vem do livro “A Casa dos Espíritos” da Isabel Allende). Desde então eu escrevo diários (sem contar aqueles da infância, que infelizmente não guardei), conto histórias e mais histórias e amo tirar fotos. Mas com as tais páginas de scrapbooking, tinha muita dificuldade de fazer algo que me agradasse.


Meu “caderno de anotar a vida”

Com o tempo fui percebendo que o meu principal problema com os LOs é que o formato deles não funciona para o tipo de registro que eu gosto de fazer, pelo menos não o registro frequente, do dia-a-dia. Eu gosto de escrever muito, de contar muitas histórias, uma ligada a outra. Contar histórias pontualmente, em páginas, não estava funcionando para mim. Foi depois de concluir isso, e ajudada por alguns outros fatores, que eu comecei a buscar outros caminhos.

Um deles foi o trabalho e o exemplo de outras scrappers que eu admiro muito, como a Ali Edwards, que sempre nos lembra que não há certo x errado, que o importante é registrarmos nossas histórias, aquilo que tem significado para nós, sem neura de perfeição. Outra foi perceber que, se eu quisesse de fato produzir, registrar memórias de forma artesanal, não só no computador como vinha fazendo, precisava de uma base pronta. Algo em que eu pudesse trabalhar sem precisar partir do zero, de modo que eu pudesse focar somente no “contar histórias” e não me preocupar ou gastar o pouco tempo livre que tenho com a confecção da base.

Mas, como scrapper, sempre achava que eu tinha “obrigação” de fazer tudo, montar um álbum, decorar a capa, etc. Eu me cobrava isso e como não tinha o tempo para fazer do jeito que eu imaginava que deveria ser, acabava não fazendo nunca e deixava de registrar as histórias do jeito que queria.

MINHA VIDA É UM SMASH ABERTO

Quando apareceu o Smash, justamente em um momento em que eu buscava algo fácil e rápido para registrar o mês que estava para começar, resolvi desencanar de vez e assumir meu scrap informal. O Smash estava ali na minha frente, pronto, todo bonitinho, cheio de páginas, piscando pra mim e gritando “escreva-me”.

Serviu perfeitamente para o que eu precisava, finalmente consegui colocar no papel o que antes ficava em arquivos de computador, muitas histórias com fotos e a diversão de decorar com materiais de scrap. E não precisa necessariamente ser assim, um “Smash”, qualquer álbum ou caderno do tipo, que seja uma base já pronta, com materiais adequados que não prejudiquem as fotos, irá me servir da mesma maneira.

Sabe aquele papo de que fazer scrap é pra gente mesmo? Não é só papo, é exatamente isso. Quando a gente começa, tende a querer seguir o que vê os outros fazendo, mas aos poucos começa a enxergar aquilo que move a gente a produzir, que tem a ver com os nossos próprios sentimentos e gostos, que faz o trabalho fluir com naturalidade. É isso que faz cada trabalho de scrap ser único e original.

Continuo buscando meus caminhos, tentando descobrir o que me agrada e o que funciona pra mim, guardando os momentos em fotos, registrando as histórias que não quero esquecer, mas sem cobranças comigo mesma. Desde que comecei a fazer isso, passei a produzir mais, contar mais histórias e me divertir mais. Nem sempre percebemos o valor de uma história contada, às vezes parece até bobo contar em detalhes algo que aconteceu ontem, mas daqui a algum tempo o prazer de reler e relembrar esses momentos fará tudo valer a pena.

E as páginas? Continuam não sendo frequentes… normalmente elas saem quando querem, não quando eu tento fazê-las. Algumas lembranças específicas, alguns temas que me tocam muito, acabam saindo naturalmente em páginas, ou às vezes simplesmente dá vontade de fazer uma página, sem pressão.

Espero que, de alguma forma, ter contado essa historinha possa inspirar mais alguém a registrar seus momentos preciosos pelo simples prazer de fazê-lo, sem receio de fazer “errado”.

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