Sobre mim

Um pouco da minha história

(Para ler a versão longa, desça um pouquinho a página)

Oi, tudo bem? : )

Eu sou a Luciana Murta, artista em constante rotação de atividades e arquiteta particular (como arquiteta, só atendo a mim mesma, rs ). Tenho três filhos, uma casa pequena, nada convencional, com atelier dentro dela e geladeira na sala. Introvertida clássica que ama ficar em casa e trabalhar nela. Não consigo me concentrar com mais gente por perto, por isso trabalho mais intensamente durante a manhã, com filhos na escola e marido no trabalho. Divido esse tempo entre meus projetos e aulas online, pedidos da loja virtual e fazer o almoço.

Gosto de positividade, gentileza e respeito mútuo, sempre. Do que traz o contrário, me afasto para sempre. Em tempos de Internet e exposição pessoal em alta, vou na contramão, sou reservada e não gosto de aparecer muito. Dou enorme valor à privacidade e à vida particular em família. Mas aqui falo bastante sobre mim e a minha vida, dentro do que tem relevância para o meu trabalho e que eu sinta que pode inspirar ou ajudar outras pessoas. Tenho paixão pela escrita e me comunico muito melhor por ela do que falando. Respondo um email e 10 mensagens no celular enquanto deixo o telefone tocando : )

Amo meu trabalho e ajudar as pessoas através dele. A melhor forma que encontrei de fazer isso foi disponibilizando dicas e tutoriais gratuitos no meu blog e procurando responder a todas as dúvidas, na medida do possível.

Então, beijo e… não me liga, manda mensagem, tá? : ) Respondo com o maior prazer ♥

Luciana

VERSÃO LONGA

MUITO DA MINHA HISTÓRIA

Se você gosta de ler histórias e quer saber ainda mais, pegue um cafezinho aí e leia a versão longa :)

Lu desenho 2

INFÂNCIA DESENHADA

Na infância, desde muito pequena, eu amava desenhar.  Onde estivesse, pegava papel e caneta e desenhava. Também gostava de dançar e dizia que ía ser dançarina, mas a paixão que me acompanhou a vida toda foi mesmo o desenho. Na adolescência pratiquei muito, comecei a me interessar pelo desenho de rostos. Pegava fotos de cantores, artistas, familiares e desenhava, com lápis, lapiseira, carvão, caneta. E escrever, ah… sempre gostei de escrever e na adolescência isso foi se tornando cada vez mais um hábito e uma paixão.  Quando tinha 16 anos, minha mãe me deu um caderno enorme, um “caderno de anotar a vida”, como ela disse, inspirada pela personagem Clara do livro “A casa dos Espíritos”, de Isabel Allende. Tenho esse caderno até hoje, com memórias anotadas desde os 16 anos até casar e ficar grávida da minha primeira filha.

Caderno de anotar a vida

Eu fiz faculdade de arquitetura, embora não fosse bem o que eu queria fazer. Sempre achei que naturalmente meu caminho seria fazer artes plásticas, mas por medo de “não ter futuro” e “não dar dinheiro”, cedi e resolvi fazer arquitetura. As matérias que mais gostei de fazer na faculdade foram aquelas relacionadas às artes: dois períodos de Arte bem no início, onde pude realizar meu desejo de mexer com escultura em argila, Desenho, Fotografia e História da Arte. Não posso dizer que eu não gosto de arquitetura, gosto sim, mas gosto de fazer para mim, não para os outros, o que não é suficiente para fazer dela uma profissão, certo? Mas também digo que a arquitetura me ajudou bastante. O que aprendi me deu uma base que eu uso até hoje, nos desenhos em CAD, na decoração, nas minhas miniaturas de casinhas, nos projetos que eu invento por puro prazer. Ou seja, sem arrependimentos, apesar da vontade de ter ficado lá pelo departamento de artes por muito mais tempo : )

Desenho4

HABILIDADES PERDIDAS

Outro ponto importante da faculdade foi que, embora eu tenha aproveitado bastante as aulas de artes, os anos de arquitetura me deixaram com a mão “dura”, por causa do uso do computador. Perdi as habilidades manuais. Artes foram dois períodos, lá no comecinho. Depois passamos mais para arquitetura e nessa época (1997-1998) o Autocad estava começando a dominar nessa área. Tive 2 períodos na faculdade só para aprender Autocad e a partir daí, não larguei mais. Eu adorava, aliás, adoro o Autocad, uso até hoje um programa similar para planejar mudanças no layout da minha casa, para ajudar a família e amigos com as suas casas , para projetar móveis e até nos artesanatos. Já usei o Autocad até para desenhar moldes. Ele é incrível. Mas na época da faculdade ele me tirou a habilidade de desenhar com a mão. Apesar da arquitetura estar muito ligada às artes e habilidades manuais, eu sinto que foi a fase em que menos explorei essas habilidades. Não gostava dos desenhos à mão livre que fiz nesse período. No final, nem uma letra bonita eu tinha mais, sem exagero, e modéstia a parte, porque a minha letra era bonita antes. Eu sentia que não era mais eu mesma nesse sentido, não era a Luciana que amava desenhar.

O GUIA DE ARQUITETURA

No final da faculdade, embora não tivesse me apaixonado pela ideia de servir aos outros como arquiteta e de uma certa tristeza pela perda da habilidade manual, eu encontrei um outro tipo de trabalho que descobri ser também uma paixão. A ideia inicial para o meu projeto de graduação era um projeto arquitetônico em um local perto da minha casa. Um terreno enorme com um casarão antigo, lindo e abandonado. Mas depois de algumas poucas tentativas não muito bem recebidas de contatar o dono para visitar o local e desenvolver meu projeto, parti pra outra. Eu tinha conhecido um livrinho lindo, chamado Guia da Arquitetura Art Deco no Rio de Janeiro. Era um guia com um roteiro de obras em estilo Art Deco no Rio, complementado por mapas e diversas informações. Fiquei encantada com o visual dele, o estilo, o formato, as letras, a linguagem. Foi aí que nasceu a ideia de fazer um guia semelhante inspirado nele, o Guia da Arquitetura Moderna Capixaba. Esse foi o meu projeto de graduação. É fato que o que eu mais gostei de fazer foi desenvolver o visual, fazer a diagramação, selecionar as imagens, escolher as fontes etc, e não a pesquisa das obras arquitetônicas em si. Mas eu já sabia que a arquitetura não era minha grande paixão e tudo bem. Foi um momento importantíssimo de descoberta de interesses e habilidades, embora na época eu não tenha me dado conta disso.

Guia 4

RETOMANDO AS ARTES

Apesar do prazer que me deu o desenvolvimento do Guia de Arquitetura, quando terminei a faculdade, em 2001, achei que tinha perdido pra sempre a habilidade de desenhar, de escrever com letra bonita e de fazer qualquer trabalho manual interessante. Trabalhei por alguns meses como arquiteta, no levantamento arquitetônico de uma Igreja histórica tombada pelo IPHAN, no ES. Foi um trabalho que eu gostei bastante pelo aspecto histórico e cheguei a pensar em seguir nessa área, mas… logo em seguida me mudei, casei, tive filhos e fiquei ocupada demais para pensar em qualquer outra coisa. As habilidades manuais ficaram esquecidas por um bom tempo. O único trabalho que fiz fora do universo materno/caseiro neste meio tempo, foi colocar meu PG (o Guia) online, em um site que eu mesma desenvolvi, mas que só foi concluído muitos anos depois.* Foi só quando tive minha segunda filha, em 2006, por influência da minha mãe (que também é artista), que comecei a “brincar” com tecidos, fazer mini almofadinhas e bichinhos de tecido. Essa é uma área pela qual eu nunca achei que ía me interessar. Nunca tive inclinação nem habilidade para costura, mas naquele momento era divertido.

Com o tempo fiz outras coisas em tecido, coisinhas para bebê e almofadas para usar o notebook no colo. Um dia, por acaso a Simone Quintas, editora da revista Casa & Jardim, conheceu meu blog e divulgou alguns trabalhos no blog dela , o “Lá em Casa” (depois assumido pela Claudia Pixu, mas já não está mais ativo). Com isso, várias pessoas me contataram para comprar as almofadas de notebook e umas mini bolsinhas de tecido que eu tinha inventado. Fiz várias, vendi várias. Foi legal, mas não fazia por paixão, fazia simplesmente porque “aconteceu”.

Depois disso, desenhei moldes com formas de bichinhos para costurar em tecido, adorava fazer isso e foi o momento em que voltei a desenhar e retomar as habilidades esquecidas (o que me deixou super feliz!). Desenhava os moldes à mão e passava para o computador. Fiz bichinhos para as minhas filhas, para dar de presente, para vender. Muita gente se interessou pelos moldes, me pediam e eu acabei colocando à venda em uma loja virtual.

SCRAPBOOKING

Nesse meio tempo, em 2008, eu comecei a procurar uma forma de colocar uma etiqueta de papel com o meu nome e o endereço do meu blog nos produtos de tecido que eu vendia. Queria dar uma carinha mais profissional aos produtos e às vendas. 

Gatinha

Passei a pesquisar na Internet por maneiras de fazer isso e fui caindo em sites sobre scrapbooking. As ferramentas de scrapbooking eram perfeitas para o que eu queria, cortadores, furadores, carimbos… Fui me interessando cada vez mais, comprei algumas ferramentas e fazia minhas etiquetas, tags, cartões de visita. Depois de um tempo, cansei das costuras e fui parando de fazer, mas continuei com o scrapbooking. Eu nunca gostei muito das páginas tradicionais de scrapbooking, não era o que eu tinha interesse de fazer. Mas tinha um monte de outras coisas para se fazer, era um universo novo, com possibilidades infinitas, dava para criar muita coisa. Fiquei fascinada por tudo aquilo, ferramentas, papéis, furadores, flores, enfeites e milhares de possibilidades. Fui comprando mais e mais material, experimentando, mudando de estilo, aprendendo.

TRABALHANDO NO QUE AMO

Em 2010, quando tive meu terceiro filho, estava no auge da produção em scrapbooking. Já tinha feito tags para o bebê de uma moça que me pediu através do blog, com frases sobre felicidade, e resolvi adaptar e criar um modelo para as tags do meu filho, o que gerou bastante interesse. Foi quando passei a fazer regularmente as tags para venda e desenvolver outros modelos. Pouco tempo depois do nascimento do meu caçula, fui convidada para entrar na equipe criativa do site ScrapbookBrasil, um dos maiores e com maior conteúdo sobre scrap por aqui naquela época. Era muito animado, tinha atividades, desafios, trocas de materiais e trabalhos, encontros, aulas virtuais, bate-papo. Era um lugar incrível, tanto para quem já fazia há muito tempo como para quem estava começando. Fizemos um evento para iniciantes, chamado “1, 2, 3… scrap!”, onde eu e a equipe desenvolvemos textos com dicas, aulas com projetos básicos, dicas de materiais, desafios, brincadeiras. Foi muito legal e nessa época comecei a perceber o quanto eu gostava desse trabalho de criar, ensinar, organizar os tutoriais etc. Depois de um ano, que era o tempo que deveríamos cumprir na equipe, ela acabou e o site praticamente acabou na mesma época, o que foi uma pena.

Registro de histórias

REGISTRO DE MEMÓRIAS

Dentro do scrapbooking eu me interessei ainda por uma outra forma de fazer scrap, que era mais focado no registro de memórias de uma forma simplificada, com um projeto chamado pela sua criadora (Becky Higgins) de Project Life. Basicamente é fazer álbuns/diários em que se junta fotos e histórias de coisas importantes para você, de uma forma prática. Essa se tornou uma paixão também, porque junta fotografia e escrita, duas coisas que eu amo, além do registro tipo diário, onde se valoriza a vida cotidiana, os momentos mais simples do nosso dia a dia que costumam ser também os mais felizes. Momentos que às vezes a gente nem presta muita atenção, como ver um filme, comer uma comida gostosa, uma brincadeira com os filhos. Era como escrever nos meus “cadernos de anotar a vida” de uma forma um pouco mais elaborada e muito divertida. Durante muito tempo essa foi a única forma de trabalho manual que eu fiz.

Veja minhas postagens sobre registro de histórias aqui.

NOVOS E VELHOS INTERESSES

Deixei o scrapbook de lado por um tempo e no começo de 2015 resolvi experimentar novos materiais. Outra das minha paixões quando criança, miniaturas, era um tema que eu passei a perseguir nas redes sociais. Ficava completamente encantada de ver o nível de detalhamento e perfeição de alguns artistas miniaturistas e não tinha a menor ideia de como fazer aquilo, apesar de ter muita curiosidade e vontade. Resolvi pesquisar a fundo. Descobri. Descobri artistas e materiais, videos e mais videos de técnicas e dicas. Consumi um monte de informação e comecei a tentar eu mesma. Experimentei a argila polimérica, com a qual não me dei muito bem, e passei para a porcelana fria. Fiz muita coisa, me dediquei, treinei, pesquisei, testei milhares de jeitos de moldar, de dar a consistência que eu queria à massa, cores, etc. Produzi bastante coisa durante um ou dois anos, mas aos poucos fui diminuindo o trabalho com as miniaturas e voltando ao scrapbook. 

Minis 2

Retomei meu amor pelos papéis e por um tempo uni às miniaturas, passando a produzir trabalhos em papel + miniaturas. Já não tenho mexido muito com as miniaturas, mas os materiais estão aqui e a paixão continua lá. Quem sabe qualquer dia volto a produzir algumas :)

No final de 2016 eu atualizei a minha loja virtual de tags de nascimento (trabalho que mantive em paralelo, alternando períodos de maior e menor atividade) e passei a desenvolver novos modelos. Nessa época o trabalho com as tags ficou bem mais ativo e ocupou muito do meu tempo, mas não estava satisfeita. No início de 2017 estava me sentindo perdida com tantos interesses e desinsteresses.  A loja virtual era legal, mas não era só isso que eu queria fazer, queria desenvolver muitos outros projetos, tinha vontade de elaborar tutoriais, de criar coisas, experimentar novos materiais. Ao mesmo tempo, entendia a minha constante mudança de interesses e rumos como algo negativo e que me imperidiria de fazer qualquer coisa dar certo.

Desafio Decola IG

MULTIPOTENCIALIDADE E MAIS DE MIM NO QUE EU FAÇO

Foi quando eu decidi fazer um curso (incrível) sobre o qual tomei conhecimento quase por acaso. Aprendi que o meu “problema” tinha um nome, multipotencialidade, e que não precisava ser um problema, mas ao contrário, uma vantagem. Estudei, refleti e aprendi a reconhecer, descobrir, reunir e reorganizar minha multipotencialidade durante o ano de 2017, o que me ajudou não só a direcionar melhor os produtos físicos, organizando e otimizando a loja virtual e acrescentando detalhes diferenciados aos meus produtos, como também me ajudou a desenvolver e lançar aquele outro projeto, de ensinar meus trabalhos no mundo virtual.

Em setembro de 2017, eu e minha amiga (Selma Hercules), lançamos Oatelieh – um ateliê virtual, onde ensino, através de tutoriais online, trabalhos diversos em papel e tecido. No Oatelieh estou juntando várias das minhas paixões, como o desenho – paixão desde criancinha, a escrita e contar histórias – que me acompanharam a vida inteira, fotografia, edição, a diagramação visual que eu descobri lá no finalzinho da faculdade, os trabalhos em scrapbooking e costura etc.

Aprendi e continuo aprendendo a misturar tudo aquilo que faz parte de mim, que eu pesquisei internamente e resgatei com muita, muita reflexão e uma mentoria incrível, tudo aquilo que eu amo e escolhi abraçar no meu trabalho atual, de uma forma significativa para mim e para quem curte o que eu faço.

Obrigada pela visita e por ler minha história. Fique a vontade para passear pelo site, conhecer mais e entrar em contato se quiser!

Um grande beijo,

Luciana

Livro Criativo e Empreendedor Sim Senhor, da Rafa Cappai

*Parte do que foi contado aqui pode ser visto no meu blog, onde eu posto desde 2008, quando fazia trabalhos em tecido e comecei a montar um ateliê em casa, passando pela descoberta e primeiros trabalhos em scrapbooking, a passagem pela equipe criativa do SBB, as tags de nascimento, as miniaturas e outras histórias da minha vida. Tá tudo lá! :) Clique aqui para acessar: BLOG

* O Guia da Arquitetura Moderna Capixaba existe também online , clique aqui para acessar.

* O curso que eu fiz é o Decola!Lab, da Espaçonave

* Conheça mais sobre o Oatelieh aqui

* Conheça a minha loja virtual aqui

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